Perdi as contas de tentar contá-los. Apesar de serem tão meus, eu os vejo o tempo todo nas pessoas. Não nego que as vezes por tudo que me foi ensinado eu os odeio. A cultura e a religião os tornam tão vilões que fazem qualquer pequeno se sentir o pior do mundo por possui- los. Mas não me sinto assim com relação aos meus. Os amo de tal forma que acabo por torna- los a mocinha da trama. De fato meu amor nao os torna menos perversos ou ligeiramente melhores, mas os tornam mais humanos, menos infernais e deliberadamente intensos.
Não há no mundo quem diga que egoísmo, criticismo, ira e possesão sejam qualidades. Não há quem em pleno estado mental queira ser ou ter alguem assim. Queremos ser santos. Vivemos para ser a boneca da barbie. Linda, sem defeitos, absoluta... E mesmo que os mais sábios e vividos nos digam que não há perfeição, caimos como patinhos na rede.
Simplismente somos criados e ensinados durante toda nossa vida a ignorar e negar os nossos 'defeitos'. Fingimos que não os temos, e apontamos o dedo com extrema arrogancia para o dos outros. Por isso é mais fácil dizer o defeito insuportavel do seu irmão do que o seu.
Esses defeitos, são como mochilas que nós carregamos as costas, e que faz com que quando andemos em fila indiana (entregue ao individualismo) vejamos só a mochila de defeitos do outro. Mas antes de apontarmos com indignação a grande mochila do outro, deveriamos ver o quanto a nossa mochila tem interferido na nossa saúde vertebral. Se não soubermos mudar de postura, estaremos sempre entregues a lordoses causadas por defeitos nossos que só os outros sabem que nós temos. Está na hora de lavarmos bem as janelas e ver que a sujeira não é alheia...
A receita para isso é simples: água, boa vontade , detergente e auto aceitação.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
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há muito tempo eu não me identificava tanto com textos sobre relacionamentos, como eu me identifico com os seus! parabéns viu? :)
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