.Fate.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Dos Anonimos
Era uma tarde quente e o sol já ameaçava o adeus. O calor que entorpecia meu corpo não me deixava concentrar na tristeza que pairava sobre mim. Sai andando e quando vi corrria com pressa, segurando o choro que insistia em alcançar meu rosto. Encontrei no fim da praia, sobre a vegetação rasteira um abrigo para angustia aveludada que me cobrira naquela tarde de verão. Sentei-me e olhando para aquela imensidão azul deixei a dor transbordar. Era um choro guardado de um ano inteiro. Era um choro de uma angustia e frustração que me guiaram durante todo o ano que se passara. O vento forte lambia meus cabelos e parecia consolar-me como um pai que acaricia as buchechas de sua filha e garante que tudo há de passar. Foi então que surgiu no meu horizonte um homem. Jovem e com um rosto estranhamente familiar. Passando por mim, ele me questionou e só recebeu de volta um belo sorriso cheio de lagrimas. Então ele sentou ao meu lado bem rente ao meu corpo, e começou a contar-me do seu motivo para chorar. Ficamos ali por horas, conversando. Era como se eu estivesse ali sentada com o meu melhor amigo. Quando percebi, já era noite. Na pressa de ir embora, me lavantei apertei sua mão. Agradeci e sai correndo. Feliz, como se todo o peso que se acumulava em minhas costas fosse tirado por aquele rapaz e jogado ao mar. Comprei um churros e sai andando até em casa. Quando encontrei a primeira pessoa conhecida, fui logo contando do rapaz que eu conhecera na praia, mas quando pergutaram qual era o seu nome. Bem, eu nao soube dizer. Nunca saberei. O homem que transformou minhas lagrimas em sorrisos naquela tarde de verão, era um anonimo. Mais um em minha vida.
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Pequenos momentos que fazem valer a pena =)
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