A sensação é velha, mas cai sobre meus ombros como vento novo.É como se eu estivesse dormindo durante meses, sonhando com a insistente mesmice, e de repente, não mais que derepente, caisse da cama com o barulho mórbido do meu despertador. Tão ensurdecerdor quanto meu animado toque de despertar, estavam os meus pensamentos. Não sabia se dizia, se queria, se amava, ou se simplesmente nao sentia nada mesmo. Um tipo de angustia ia me almofadoando por dentro, me fazendo sentir pequena, pequena, tornando me um refugio frio, embora acolhedor ,cor púrpura. Eu não podia dizer o que voce queria ouvir, eu tentei, mas nao consegui, nao pude.. tanto tempo se passou, e eu sempre estive mergulhado em nós, vendo voce, voce e voce, e agora , não por cansaço ou amor própio (como deveria ser) , mas por livre e tão espontanea vontade, que eu mesma fui a última a saber; agora não respiro mais você, não penso em você e não quero mais. E o que sobra é só um quarto escuro vazio com cheiro de bala de melancia, e a porta entreaberta...
O que foi não volta, mas a maioria das coisas nunca se vai completamente. Te amo, mesmo não amando mais.
domingo, 3 de outubro de 2010
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