sábado, 6 de março de 2010

Título em negrito ou itálico?

Tomar uma decisão na vida nao é tarefa fácil, principalmente quando entendemos a decisão como escolha eterna. Isso tudo começa logo na infância, quando nós, pequenos inocentes e deslumbrados burguesinhos morremos de dúvida se queremos a barbie e as princesas ou o castelo da poly. Insistimos com o uso sórdido da pirraça pra tentar lucrar os dois, mas nem sempre o papai noel é generoso o suficiente.A verdade é que desde cedo a ideia de ter que decidir nos aterroriza.Queremos tudo ao mesmo tempo.Somos a geração que nasceu em cima do muro.Queremos sol e chuva (casamento de viúva) ao mesmo tempo. Queremos estudar pra prova, mas tambem queremos(muito) ir naquela festa. Mas chega uma hora que a gente tem que escolher,e ponto final. E ai?Morremos de indecisão, e só. O que eu acho mesmo é que essa indecisão não se deve tanto pela insegurança do individuo. A culpa são das milhões de opçoes esplendorosas que nos deixam em extâse, e que batem a nossa porta, bem na hora que estamos fechados pra balanço. Além da diversidade de escolhas, somos vitimas certas do medo de viver uma escolha e morrer pra outra. E antes que você rotule toda essa ideologia como radicalismo, me adianto que é preciso que se entenda a morte nesse contexto como processo necessario para que haja vida,e para que possamos ser inteiros naquilo que escolhemos. O que vale ter consciência é que ninguem tem 100% de certeza de alguma coisa, e que nossas escolhas tem metade das chances de darem certo e 0,00000000000001% de chance de nao valerem nem como aprendizado. Temos que parar de escolher certas coisas pensando no que isso vai nos proporcionar, e começar a ir sentindo. É preciso usar a cebeça e ver com o coração. Mérito de poucos.

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