Fui entrando devagarinho, deixando a luz entrar primeiro, por todo canto pedaços da minha vida, do meu passado. Estranho é entar num lugar que voce se orgulhava de chamar de seu, e se sentir um peixe fora d'agua. Dentro da casa estavam retratos dos muitos que amei naquela casa, no quintal as flores que brinquei há anos atras. Na sala minha vó, tecendo a vida tao crua. Meu Deus, que destino fatal se aproximou da minha familia. Confesso que por um momento foquei minha raiva no causador, causador este que por tantos anos viveu comigo, como um irmao. Tentei ate entender o porque disso tudo. De toda essa humilhaçao. Dei quatro passos pra tras, e dei de cara com aquele olhar perdido, de quem perde a propia vida, e ainda leva a dos outros. Quis gritar, implorar que ele sumisse no mundo, deixasse todos que eu amo em paz, mas eu tive pena. Pena do homem que ameaçou minha familia de morte, que com seu vicio desfez o que ja foi uma familia. Ahh jesus, que vontade de tirar minha vó dali, que impotencia infernal. E sentada no canto, como quando eu era criança, cai num choro de desespero e medo. O clima era tenso, todos se entre olhavam, meu avó tentava com naturalidade arranjar mais uma vez uma desculpa para proteger ozz. Nao dava mais pra ficar ali, meu pai ja havia me proibido ha tempos, eu ainda insistira por amor a minha avó e nada mais...
E agora no carro, deixo pra trás minha familia, meus tantos amores, minhas lembranças, meu passado colorido... e no pensamento só o desejo repetido " que Deus não deixe que eu só volte para ver a desgraça cumprida"
Amém.
P.S " o amor tudo suporta" ( amo voces)
domingo, 22 de novembro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário