quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sogno

Até onde você vai por um sonho? Essa pergunta por repetidas vezes foi o que conseguiu manter o sonho vivo. Nunca quis ser médica. Quando criança, eu passava horas na praçinha ou na varanda da casa de meus avos dando aula para meus alunos imaginários. As vezes trocava os momentos de aventura com os garotos da rua, só para me dedicar aos meus aluninhos. Mas hoje alem dos 10 anos que separam o que eu sou hoje da garota mimada do retiro, tenho o sonho de ser médica. Tenho vontade de cuidar de gente. Tenho sede de entrega, de doação integral. Quero tanto isso que mal consigo ver o que me cerca. Embora, meus olhos espelhem uma certeza digna de dar inveja, rotineiramente eu me afundo em duvidas. Não seria minha oratoria e minha sede de justiça, sinais evidentes da vocação para o direito? E minha paixão por escrever, uma prova viva do talento para o jornalismo? Mas e a minha vontade de criança, será que não seria eu muito mais feliz como professora de biologia? São tantas conjunçoes adversativas que fazem da minha certeza o mais hipocrita dos discursos. O fato é: não sou a melhor aluna da sala (estou longe disso) e dificilmente conseguirei driblar uma concorrencia de 50 pessoas por vaga. (não estou descrente em mim, é só um realismo honesto comigo mesma) e para continuar meu drama, eu nao queria ter que fazer meu pai pagar uma mensalidade tão cara como a de um curso de medicina. Principalmente por saber que todos os meus planos em relaçao a medicina não incluem grana alta, e sim uma vontade imensuravel de cuidar de quem precisa.
Nao vou nem concluir esse texto, pois não há conclusoes, nem certezas. Não há nada alem de sonhos sonhados por terceiros , e terceiros sonhos gritando por uma ultima reflexao.

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